IGUALDADE DE GÉNERO IMPLICA QUE TODOS OS SERES HUMANOS, TANTO MULHERES COMO HOMENS, SEJAM LIVRES PARA DESENVOLVER AS SUAS CAPACIDADES PESSOAIS E FAZER ESCOLHAS SEM AS LIMITAÇÕES IMPOSTAS PELOS ESTEREÓTIPOS.

imprópria mostra de cinema de igualdade de género
Ponta Delgada
18-24 OUT 2021

A IMPRÓPRIA é uma mostra de cinema de igualdade de género e assume-se como um evento cultural, de intervenção social, e de cariz colaborativo, que ambiciona influenciar e educar um público heterogéneo quanto à idade e ao nível sociocultural para a igualdade de género. 

Queremos desafiar o conservadorismo e revelar os Açores contemporâneos, interessados em dinâmicas culturais inovadoras através da exibição de curtas-metragens e filmes com respetiva discussão do tema com o público.

O propósito da Mostra é trazer à tona o tema da Igualdade de Género e a luta contra os preconceitos e estéreo pos sociais. É nosso entendimento que a exibição cinematográfica é um meio eficaz de expor e debater estes tópicos, tanto pela facilidade com que este meio chega ao espectador, como pela possibilidade de discussão subsequente.

Esperamos estimular, junto do grande público, a sua discussão partindo da exposição cinematográfica. Temos a intenção de salientar o cinema de cariz feminista através da exibição de filmes de ficção, documentários ou experimentais.

Numa altura em que há um esforço no mundo das artes para acabar com a disparidade de géneros, queremos ser o esteio na ilha e no país para a expressividade e criação artística onde o feminino e o masculino tenham igual representação.

PRoGRaMa

21-ouT

HOMENAGEM MARIA SIMÕES
21h00 - Teatro Micaelense, Ponta Delgada
CURTAS - SESSÃO 1 (+16)
1- "O teu nome é" de Paulo Patrício (Curadoria: Queer Lisboa)
2- "Tenebrosas" de Jhonatan Bào
3- "Bodies that fight" de Catalina Ibañez
4- "8MTY" de Karla Canizales
5- "Samarah Cabral" de Bruno Correia

6- "Mulheres Valentes" de Giovana García Soto e Flor Llinena Isamaat Agustín
7 - "Alcateia" de Carolina Castillo
8 - "The Last day of Patriarchy" de Olmo Omerzu
9 - "Changing room" de Izzy Argent

22-ouT

HOMENAGEM MIGUEL VALE DE ALMEIDA
21h00 - Teatro Micaelense, Ponta Delgada
CURTAS - SESSÃO 2 (+16)
1- "Monólogo para um monstro" de Pedro Barateiro (Curadoria: Queer Lisboa)
2- "Self-creation" de Ewa Sztefka
3- "La noche de los hombres" de Raquel Arias e Begoña Moret
4 - "Sobrevivir o votar" de Edie Galván
5- "Tal vez María de Uriel" de Jesús Juárez Tavera
6- "Las flores que arrancas" de Claudia Estrada
7- "Trumpets in the sky" de Rakan Mayasi
8- "Silvering" de Eilidh Nicoll
9- "Sandra" de Empoder Arte e Susy Castro
10- "Eroticam" de Elisa Díaz e Paola Meza
11- "In nature" de Marcel Barelli

23-ouT

APRESENTAÇÃO - DOC. IMPRÓPRIA: "TUDO O QUE QUEIRAMOS"
21h00 - Teatro Micaelense, Ponta Delgada
FILME - SESSÃO 3 (+16)
1 - "Maria Luiza" de Marcelo Díaz

24-ouT

"DIA MUNICIPAL DA IGUALDADE DE GÉNERO"
17h - Teatro Micaelense, Ponta Delgada
CURTAS - SESSÃO 4 (+16)
1 - "O oficio da Ilusão" de Cláudia Varejão
2 - "Ø ilha" de Cláudia Varejão e Joana Castro
Conversa com a realizadora Cláudia Varejão com apresentação do Projecto (A)MAR

12-nov

21h00 - Centro Cultural de Congressos de Angra
CURTAS - SESSÃO 5 (+14)

FiLMeS

SESSÃO 1

21 Outubro
"O teu nome é"
Paulo Patrício

"O teu nome é"
Paulo Patrício

(Portugal, 2021)

Um olhar sobre o caso do assassinato de Gisberta Salce Jr., transexual, seropositiva, toxicodependente e sem-abrigo que foi violentamente torturada durante vários dias por um grupo de 14 adolescentes no Porto, em 2006. Com testemunhos de amigas transexuais de Gisberta, assim como entrevistas inéditas a dois dos envolvidos no caso. Abordando conceitos como memória, violência, condição social, discriminação e identidade de género, “O Teu Nome É” confronta dessa forma diferentes perspectivas e dimensões da condição humana.

A look about the case of the murder of Gisberta Salce Jr., transexual, HIV positive, drug addict and homeless, who was brutally tortured for several days by a group of 14 teenagers in Porto, 2006. With testimonials of Gisberta transexual friends as well as inedited interviews to two teenagers involved in the case. Approaching concepts as memory, violence, social condition, discrimination and gender identity, O Teu Nome É” confronts different perspectives and dimensions of the human condition.

"Tenebrosas?"
Jhonatan Bào

"Tenebrosas?"
Jhonatan Bào

(Brasil, 2021)

Através da auto investigação de quatro pessoas trans, com uma abordagem poética-reflexiva, “Tenebrosas?” propõe a reinvenção de imaginários sociais sobre corpos trans e travestis no quotidiano.

Through the self reflection of four trans people, with a poetic approach, Tenebrosas?” proposes the reinvention of the social imaginary about trans bodies in everyday life.

"Bodies that fight"
Catalina Ibañez

"Bodies that fight"
Catalina Ibañez

(Chile 2020)

O encontro entre a performance e a multidão. A ideia corporizada no olhar de todos. Felicidade levada a cabo pelo próprio julgamento. O encontro do ideal com a realidade, personalizada no corpo da mulher.

The meeting between the performance and the crowd. The idea embodied in everyone's gaze. Happiness by one's own judgment carried out. The meeting of the ideal with reality, embodied in the woman's body.

"8MTY"
Karla Canizales

"8MTY"
Karla Canizales

(México, 2019)

Indignadas pela recente lei anti-aborto de Nuevo Léon, milheres de mulheres marcham durante o Dia Internacional da Mulher.

Outraged by the recent anti-abortion law passed by the State Congress of Nuevo León, thousands of women march during the International Women’s Day.

"Samarah Cabral"
Bruno Correia

"Samarah Cabral"
Bruno Correia

(Portugal, 2014)

A música é a alma de Samarah Cabral que há muito soube ter nascido com o corpo errado. Provocando as expectativas de alguns e o medo e a resignação de outros, ela decidiu tornar-se uma mulher e afastar-se definitivamente de um passado inadaptado. Depois de ser operada, ela quer abrir os olhos e renascer como uma menina, aprendendo tudo de novo e mostrar a todos que o seu único objetivo é ser feliz.

Music is the soul of Samarah Cabral, who for a long time knew she was born in the wrong body. Provoking the expectations of some and the fear and resignation of others, she decided to become a woman and set aside a past of inadaptation. After the surgery she wants to open her eyes and be born again as a girl, learning everything for the first time and show to all that her only goal is to be happy.

"Mulheres Valentes"
Giovana García Soto, Flor Llinena Isamaat Agustín

"Mulheres Valentes"
Giovana García Soto, Flor Llinena Isamaat Agustín

(Peru, 2020)

Koshi Ainbobo, que significa Mulheres Valentes em Shipibo Konibo, é um documentário que narra a história de duas mulheres nativas da floresta da Amazónia, a normalização da violência sexual, o direito à escolha da maternidade. E como, apesar de tudo, querem continuar a estudar para se tornarem profissionais.

Koshi Ainbobo, meaning in Shipibo Konibo "Brave Women", its a documentary that narrates the storys of two native women from the Amazon forest, the normalization of sexual violence, the right to choose over the women's body and motherhood. And how, despiste all, they want to continue studying to become professionals.
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"Alcateia"
Carolina Castilho

"Alcateia"
Carolina Castilho

(Brasil, 2020)

 
Mulheres que correm umas com as outras. Curta-metragem livremente inspirado no livro “Mulheres Que Correm Com Os Lobos” de Clarissa Pinkola Estés. 

Women who run with each other. Short film inspired by the book Women Who Run With the Wolves, by Clarissa Pinkola Estés.
 

"Last day of Patriarchy"
Olmo Omerzu

"Last day of Patriarchy"
Olmo Omerzu

(República Checa, 2020)

Membros de uma família numerosa juntam-se num hospital para se despedirem de um homem moribundo. Contudo o chefe da família e reconhecido médico, Dr. Ivo Róna, surpreende toda a gente com um último pedido invulgar - quer ver os seios da namorada do neto. O embaraço inicial dá lugar a um debate absurdo do qual algo de inesperado vai surgir.

Members of an extended family gather in a hospital to say goodbye to a dying man. However, the head of the family and a recognized doctor, Dr. Ivo Róna, surprises everyone with a truly unusual last wish – he wants to see the naked breasts of his grandson's girlfriend. The initial embarrassment is replaced by an absurd debate in which something unexpected comes to the surface.
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"Changing Room"
Izzy Argent

"Changing Room"
Izzy Argent

(Reino Unido, 2021)

Changing Room segue a experiência de uma mulher numa piscina, desde questões sobre imagem corporal até amor próprio.

Changing Room follows one woman's experience in a swimming pool from body image issues to self-love.
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SESSÃO 2

22 Outubro
"Monólogo para um monstro"
Pedro Barateiro

"Monólogo para um monstro"
Pedro Barateiro

(Portugal, 2021)

Uma figura dirige-se ao espectador num tom pessoal e íntimo. O monstro, que assume ter uma identidade não-binária, fala sobre a maneira como as informações que captura e gere acabam transformando de forma indelével quem é e como se relaciona com o mundo ao seu redor.

A figure approaches the viewer in a personal and intimate tone. The monster, that takes on a non-binary identity, speaks about the way the information it gathers change who they are and how they relate with the world around them.

"Self-creation"
Ewa Sztefka

"Self-creation"
Ewa Sztefka

(Polónia, 2021)

Um video mix media de música que explora as camadas da identidade humana.

A mixed media music video exploring the layers of human identity.

"La noche de los hombres"
Raquel Arias e Begoña Moret

"La noche de los hombres"
Raquel Arias e Begoña Moret

(Espanha, 2020)

Alex terá que evitar as ameaças da noite para chegar a casa.

Alex will have to avoid the threats of the night to get back home.

"Sobrevivir o votar"
Edie Galván

"Sobrevivir o votar"
Edie Galván

(México, 2021)

Ao longo da história, as pessoas trans têm lutado por respeito, pelos seus direitos e uma vida digna a que a sociedade tem injustamente lhes negado. Hoje em dia ainda enfrentam obstáculos no acesso à democracia e educação, com esperança e o objectivo de criar um melhor futuro para as gerações futuras. 

Throughout history, trans people have fought for respect, their rights and a dignified life that society has unfairly denied them. Today, they're still facing obstacles in the access of democracy and information, with the hope and the firm goal of creating a better future for the further generations.

"Tal vez María"
Uriel de Jesús Juárez Tavera

"Tal vez María"
Uriel de Jesús Juárez Tavera

(México, 2021)

María convida-nos a explorar as diferentes etapas da sua vida e como vivenciou a sua emancipação acompanhada pela sua grande paixão: Fotografia.

María invites us to explore different stages of her life and how she has experienced her emancipation accompanied by her greatest passion: Photography.

"Las flores que arrancas"
Claudia Estrada

"Las flores que arrancas"
Claudia Estrada

(Espanha, 2020)

México, Dia dos Mortos, Yamil recorda a sua filha Yuri, víctima de femicídio, enquanto Patricia, uma jovem feminista, apela por justiça numa manisfestação. Em Bachajón, María, uma activista indígena, luta pelos direitos das mulheres.

Mexico, Day of the Dead, Yamil remembers her daughter Yuri, a victim of femicide, while Patricia, a young feminist, calls for justice at a manifestation. In Bachajón, María, an indigenous activist, makes known the rights of women.

"Trumpets in the sky"
Rakan Mayasi

"Trumpets in the sky"
Rakan Mayasi

(Palestina, 2021)

Boushra, uma rapariga síria a trabalhar no Líbano volta  acasa depois de um dia de trabalho e descobre que a sua infância terminará em breve.

Boushra, one of the Syrian potato-picking girls in Lebanon, returns from a long day of work in the field only to learn that today her childhood will come to an end.

"Silvering"
Eilidh Nicoll

"Silvering"
Eilidh Nicoll

(Reino Unido, 2021)

Após descobrir um cabelo branco, uma mulher fica enredada numa teia de insegurança e medo do futuro. O santuário da casa de banho torna-se em algo sinistro à medida que ela entra em pânico.

Upon discovering a grey hair, a woman becomes entangled in insecurity and fear of the future. The sanctuary of the bathroom takes a turn for the sinister as she spirals into a panic – and the hair becomes her tormentor.

"Sandra"
Susy Castro

"Sandra"
Susy Castro

(Peru, 2019)

Sandra vive no Peru e é apaixonada por futebol. Aos 13 anos tem que ultrapassar discriminação de género no seu dia a dia, mas fá-lo com uma atitude incrível e inspiradora.
O filme foi produzido nos workshops EmpoderArte, dedicados a jovens mulheres com passados de marginalização. 

Sandra lives in Peru and is a passionate football player. At age 13 she has to overcome gender discrimination in her every day life, but she does this with an amazing & inspiring attitude.
This film was produced in one of the workshops of the empowerment project EmpoderArte, a series of film workshops for young women from marginalized backgrounds.

"Eroticam"
Elisa Díaz y Paola Meza

"Eroticam"
Elisa Díaz y Paola Meza

(Chile, 2020)

Poly termina a sua relação porque não consegue ter orgasmos, e então decide navegar na internet para tentar ter um. Entre vídeos, pixels e recordações fragmentadas, conhece La_Hot_Fetish, uma guru do sexo por webcam, com quem enceta uma relação honesta.

Poly ends her relationship because she can't orgasm. And so she decides to surf on the web to try and have an orgasm. Between videos, pixels and fragmented memories, she meets La_Hot_Fetish, a guru of webcam sex, with whom she starts an honest relationship.

"In nature"
Marcel Barelli

"In nature"
Marcel Barelli

(Suiça, 2021)

Na natureza, um casal é masculino e feminino. Bem, nem sempre! Um casal é também feminino/feminino. Ou masculino/masculino. Podes não o saber, mas a homosexualidade não é só uma história do ser humano.
 
In nature, a couple is a male and a female. Well, not always! A couple is also a female and a female. Or a male and a male. You may not know it, but homosexuality isn't just a human story.

SESSÃO 3

23 Outubro
"MARIA LUIZA"
Marcelo Díaz

"MARIA LUIZA"
Marcelo Díaz

(Brasil, 2019)

Maria Luiza da Silva é a primeira militar reconhecida como transexual na história das forças armadas brasileiras. Após 22 anos de trabalho como militar, foi aposentada por invalidez. O filme investiga as motivações para impedi-la de vestir a farda feminina e a sua trajetória de afirmação como mulher trans, militar e católica.

Maria Luiza da Silva is the first transgender in the history of Brazilian Armed Forces. After 22 years of work as military, she was retired due to disability. The movie investigates the motivations for her prohibition to wear the feminine uniform and her trajectory into affirmation as a transgender, military and Catholic woman.

SESSÃO "EXTRA"

24 Outubro
"O OFICIO DA ILUSÃO"
Cláudia Varejão

"O OFICIO DA ILUSÃO"
Cláudia Varejão

(Portugal, 2020)

O ofício da ilusão esculpe-se com imagens de um arquivo de família das décadas de 70 e 80 e de pequenos excertos sonoros de filmes.

O Ofício da Ilusão is built upon a family archive from the 70s and 80s and from sound snippets of several films.

"Ø ilha"
Cláudia Varejão e Joana Castro

"Ø ilha"
Cláudia Varejão e Joana Castro

(Portugal, 2020)

Ø ilha é composta por diversas paisagens dentro de uma só paisagem. São territórios vividos e moldados pelo tempo interior e exterior. Nesta ilha não há territórios privatizados. São paisagens que não se acomodam: expandem-se através de encontros, embates, pressões e fricções. Entre o silêncio e a intimidade, novas ilhas são esculpidas, num encontro possível entre a vida e a morte.

Ø ilha is composed of several landscapes within a single landscape. They are territories lived and molded by time, interior and exterior. In this island there are no privatized territories. Theyre landscapes that dont accommodate: they expand through gatherings, collisions, pressure and friction. Between the silence and intimacy new islands are sculpted, in a possible reunion between life and death.

HoMeNaGeaDxS

MIGUEL VALE DE ALMEIDA

(2021)

Miguel Vale de Almeida nasceu em Lisboa em 1960. Doutorado em Antropologia, é professor catedrático no ISCTE-IUL e investigador do CRIA, onde dirigiu, até 2015, a revista “Etnográfica”. A sua pesquisa – com trabalho de campo em Portugal, Brasil, Espanha e Israel/Palestina - tem versado questões de género e sexualidade, bem como etnicidade, “raça” e pós-colonialismo. Tem vários livros publicados em Portugal e no estrangeiro, destacando-se “Senhores de Si: Uma Interpretação Antropológica da Masculinidade”, “Um Mar da Cor da Terra: ‘Raça’, Cultura e Política da Identidade”, “Outros Destinos: Ensaios de Antropologia e Cidadania”, “A Chave do Armário. Homossexualidade, casamento, família”, sendo o mais recente “Aliyah. Estado e Subjetividade entre Judeus Brasileiros em Israel/Palestina”. Além de cronista, escritor e blogger, tem sido activista dos direitos LGBT e foi eleito Deputado à Assembleia da República em 2009, tendo estado envolvido na aprovação do casamento igualitário.

MARIA SIMÕES

(2021)

Nasceu em 1976, em Aveiro. Neta do Alentejo e da Beira Litoral. Estudou Psicologia (Coimbra e Açores) e frequentou o Master em Criatividade e Inovação (Santiago de Compostela, Galiza). Recebeu Prémios em teatro (labjovem – teatro), em cinema documentário (“Primeiro Olhar” Viana do Castelo, selecção DocLisboa e Curtas de Vila do Conde) e 3 Bolsas de Criação Artística (dramaturgia) pelo Governo dos Açores.

Chama-se a si própria brincóloga ou multiartista. É palhaça, encenadora, actriz, educadora e activista cultural. Iniciou a viagem teatral em 1989 e trabalha profissionalmente, desde 1994, nas artes de palco. Junto com outras ARTivistas, fundou a Descalças cooperativa cultural, em 2006, nos Açores onde residiu durante 10 anos. Foi também aí que aprendeu a chamar à justiça “igualdade de género” e pariu o Bolina - festival internacional de palhaças. Cresceu no feminismo pela mão da UMAR-Açores. Colaborou com a Marcha Mundial de Mulheres. Viajou um ano pela América do Sul enquanto voluntária, educadora, palhaça e artista.

Durante a pandemia de 2020, fez-se Empresária em Nome Individual e criou a marca Maria d’Alegria – que é também o nome da bisavó do seu bisavô - e o projecto com que actualmente sorri todos os dias ao acordar. Programa culturalmente a Terra d’Amor Humor (meio hectare na Quinta das Avelãs, Portagem – Marvão) e a Casa Maria d’Alegria em Castelo de Vide.

ZURAIDA
SOARES

(2020)

Zuraida Soares (1952-2020), licenciada em Filosofia, formou-se posteriormente em Ciências da Educação e pós-graduou-se em Filosofia Contemporânea e Filosofia Medieval. Foi professora do ensino secundário durante 23 anos e em 1998 veio para os Açores dar aulas na Universidade dos Açores. Foi uma das fundadoras do Bloco de Esquerda, em 1999 e desempenhou a função de coordenadora da delegação Açores deste partido durante 12 anos. Foi um dos rostos centrais da luta pela despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez nos Açores, deputada da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores de 2008 a 2018 e diretora do Centro Comunitário de Apoio ao Imigrante da Cresaçor. Pugnou contra o conservadorismo, pela transparência da coisa pública, pelo desenvolvimento assente no conhecimento e sempre pela cultura, como pilar de uma sociedade melhor.

ROSA
SIMAS

(2020)

Rosa Simas, natural da ilha do Pico foi criada na Califórnia (EUA) onde estudou e se doutorou em Literatura Comparada. Durante os movimentos dos anos 70 despertou para as questões de Género e do Ambiente enquanto vivia a experiência da migração nos Estados Unidos. Foi professora no Departamento de Línguas e Literaturas Modernas da Universidade dos Açores e investigadora do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da mesma Universidade e da Universidade Nova de Lisboa. Publicou trabalhos sobre Estudos Comparados e temáticas relacionadas com Estudos Culturais e de Género, a Mulher, a Migração, o Ensino, a Língua, a Tradução e o Ambiente. É coordenadora da página mensal “Nas Asas da Igualdade” sobre questões de género no jornal Açoriano Oriental desde 2007.

CLARISSE CANHA

(2019)

Nascida em 1947, no Funchal, reside nos Açores desde 1980, é mãe de 3 filhas.
Incluiu, desde sempre, na sua acção, o empenho na defesa dos direitos das mulheres e da promoção da igualdade entre mulheres e homens. É sócia da UMAR, desde a sua fundação, em 1976. Assume e incorpora na sua acção corrente a perspectiva feminista. A partir dos finais de 1980, tem vindo a dedicar-se ao desenvolvimento e organização da UMAR nos Açores. Faz parte da direcção nacional desta associação e da Delegação Regional da UMAR Açores. Tem participado em movimentos e causas das mulheres, tais como: o Movimento pela Despenalização do Aborto em Portugal nomeadamente no Referendo em 1998 e mais recentemente em 2007 foi Mandatária Regional do Movimento Cidadania e Responsabilidade pelo Sim. Feminista de convicção, pensamento e ação, desenvolve ativismo no campo da igualdade e dos feminismos, assim como no campo LGBT, com trabalho na génese de linhas de ação e projetos, nomeadamente o projeto SOS Mulher, criado em 1997; As Mulheres na Pesca e comunidades piscatórias, 2005 – 2009; Participação 

em organizações de cariz transnacional, em plataformas como a Marcha Mundial da Mulheres, desde 2000; AKTEA Rede europeia de organizações de mulheres na pesca e o Conselho consultivo CCR Sul. Como formação académica possui o 9o ano de escolaridade. Como Formação Complementar, participou como formanda em diferentes cursos de formação: Formação Profissional diversificada, Pedagógica e da Igualdade de Género.

RAQUEL FREIRE

(2019)

Nasceu no Porto e é filha da revolução de Abril. É cineasta, escritora, argumentista, produtora, cidadã e mãe. Estudou Direito e História e Estética do Cinema Português na Universidade de Coimbra. Os filmes “Rio Vermelho”, “Rasganço”, “Veneno Cura”, “SOS”, “Esta é a minha cara: criadores de teatro”, “L’Academie”, “Dreamocracy” estrearam em competição em Festivais Internacionais Cinema como Veneza, Turim, São Paulo, Montreal, Gwanju, Leeds, Seul, Clermont-Ferrand, Quénia, Vila do Conde, Porto PosDoc, Sweden Film Festival, entre outros. Foi distinguida no Festival de Cannes pela European Film Foundation como jovem produtora europeia. Estreou-se na encenação com o espectáculo NóSOUTRXS, do qual foi criadora e intérprete no Teatro Municipal São Luiz. Os seus livros TRANSIBERICLOVE e ULISSEIA foram publicados em português em 2015, 2016 e alemão em 2017 na Feira Internacional do Livro de Frankfurt. É professora convidada de várias universidades portuguesas e estrangeiras nas áreas de cinema, interpretação para a câmara, realização, estudos de género, arte e ciência política. Foi artista convidada do Projecto ALICE /CES /Universidade Coimbra, realizou “Pela mão de Alice”, documentário sobre Boaventura de Sousa Santos que estreou em Festivais em 2018. Estreou o filme “Happy Island”, com La Ribot e Dançando com a Diferença no Festival de Geneve, 2018. Vai estrear em 2019 o filme “Mulheres do meu país”, prepara o documentário “A Excepção Portuguesa”, “Feministas na revolução”, e a curta “Não”. Ganhou o concurso do CNC (Centre National du Cinéma Français) para apoio à escrita da longa de ficção Trans Iberic Love. Terminou agora a sua 3a longa- metragem de ficção “Filme Sem Câmara”.

CLARA QUEIROZ

(2019)

Maria Clara de Almeida de Barros Queiroz, Comendadora da Ordem da Liberdade, viveu entre Lisboa, Edimburgo, Londres, Maputo e Ponta Delgada cidade onde reside atualmente. Licenciou-se em Biologia em 1964 e foi 2a Assistente na Secção de Botânica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tendo sido obrigada a sair por informação negativa da PIDE. Neste período doutorou-se em Genética e foi Research Fellow na Universidade de Edimburgo e em 1975 foi reintegrada na FCUL, onde fundou e coordenou a Secção de Genética e Dinâmica de Populações, responsabilizou- se pela Linha de Investigação “Genética Ambiencial” e pelo Centro de Genética e Biologia Molecular da Universidade de Lisboa. Em 2000, aposentou-se como Professora Catedrática, cargo que ocupou desde 1979, mantendo-se investigadora do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa. Outra faceta desta feminista é a escrita e a dedicação aos assuntos sociais. É sócia da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres (APEM), autora de livros, como p. ex., Se Não Puder Dançar Esta Não É a Minha Revolução, sobre Emma Goldman, e Quem Tem Medo de Frankenstein? Viagem ao Mundo de Mary Shelley, além de vários artigos e capítulos de livros sobre ciência e género e ciência e sociedade. 

SoCiaL

Um programa de intervenção social e comunitária que leva o debate a outros públicos
18-OUT

10H00-12H00 / Centro Intergeracional, Arrifes, Ponta Delgada
CURTAS - SESSÃO (+16)
Conversas

19-OUT

10H00-12H00 / Cineteatro Miramar, Rabo de Peixe, Ribeira Grande
CURTAS - SESSÃO (+16)
Conversas

20-OUT

10H00-12H00 / Salão do ATL da Casa do Povo, Fenais da Ajuda, Ribeira Grande
CURTAS - SESSÃO (+16)
Conversas

21-OUT

10H00-12H00 / Auditório da Escola Básica e Integrada de Água de Pau, Lagoa
CURTAS - SESSÃO (+16)
Conversas

12-NOV

10H00-12H00 / Centro Comunitário da Terra Chã, Angra de Heroísmo
CURTAS - SESSÃO (+16)
Conversas

WORKSHOPS

Para além do cinema, a Imprópria apresenta uma programação paralela de atividades que repensam o tema da igualdade de género, levando a uma partilha e reflexão através de workshops mais direcionados
18-OUT

17H30 / Ponto de encontro “Praça Teatro Micaelense”, Ponta Delgada
ROTEIRO FOTOGRÁFICO "urbano” de Eduardo Leal “AÇORIANAS DO MAR” 
Público-alvo: Geral
Gratuito (+6)

20-OUT

18H30-20H00 / Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
Workshop de Natália Bautista “ESP”
Titulo: Vamos deixar de ser discretas 
Subtítulo: autoconhecimento sexual feminino face às violências de género
Público-alvo: Mulheres
Gratuito (+16)
Inscrições: 

mostra.impropria@gmail.com

23-OUT

17H30-19H00 / Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
Workshop de Roy Galán “ESP”
Título: It's raining men, hallelujah?
Subtítulo: Repensar a masculinidade de maneira coletiva
@RevolutionRoy no Facebook e Twitter @roygalan no Instagram
Público-alvo: Homens
Gratuito (+16)
Inscrições:

mostra.impropria@gmail.com

12-NOV

17h30 / UMAR (Terceira)
Workshop de Natália Bautista
Titulo: Pornografia Feminista
Público-alvo: Geral

Gratuito (+18)
Inscrições: 

mostra.impropria@gmail.com

eDiÇõeS
aNTeRioReS

2020

A Mostra IMPRÓPRIA está Inserida no âmbito das comemorações do Dia Municipal para a Igualdade de Género, a IMPRÓPRIA apresenta curtas e longas metragens espalhadas pelas ilhas, havendo espaço para conversas, homenagens, programa de intervenção social, workshops e exposições de fotografia ligadas à temática. Sendo a única mostra de cinema do país dedicada inteiramente a esta luta.

2019

A 1ª edição da IMPRÓPRIA decorreu na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada entre 23 e 25 de Outubro de 2019. Inserida no âmbito das comemorações do Dia Municipal para a Igualdade de Género, a IMPRÓPRIA apresentou 10 curtas e duas longas metragens, havendo espaço para uma conversa, um concerto e três homenagens.

EQUIPA

A nossa equipa é formada por 5 pessoas: 2 homens e 3 mulheres. Profissionais de várias áreas como Assistência Social, Psicologia, Jornalismo, Audiovisual, Cinema, Produção e Programação. ​

Os seus nomes são: Bruno Moreira, Helena Barros, Joana Amen, Luis Banrezes e Natalia Bautista.

Juntando todas as suas capacidades trabalham juntxs para trazer esta mostra à cidade de Ponta Delgada e conseguir debater sobre este tema tão importante.